
07 DE JUNHO 2025
Urbanização 30 de Junho
A equipa do Estendal esteve em residência em Lagos durante todo o mês de junho para levar cinema às freguesias do concelho. Apresentámos quatro sessões com uma programação que aborda o que é ser criança, ser migrante e ser mulher — refletindo sobre a crise da habitação, a necessidade de revolução e o valor da compaixão. Filmámos e criamos com as pessoas de cada bairro, misturando música com cinema e transformando a tela num espaço de encontro, memória e festa.
Nesta sessão, num largo na cooperativa de habitação 30 de junho, refletimos sobre a crise da habitação, a noção de casa e o conceito de lar. Durante a semana de residência foi criado o o Cine-concerto "30 de junho - o que é uma casa para si?" que foi apresentado acompanhado de banda sonora ao vivo por Ricardo Jesus no saxofone e Rui Filipe Freitas no vibrafone.
o cine-concerto que deu as boas vindas ao público
JUNHO
07
seleção oficial de curtas-metragens
2025
Esta curadoria foi realizada pelo coletivo Pátio com foco na habitação.

59 Degrees
Cyril Piñero & Matias de Sa Moreira FIC 10' França
Em 2050, um casal visita um lugar de estacionamento para o transformar em lar. Ela quer para si, ele para a mãe. O agente imobiliário só pensa numa coisa: lucro, num mundo tórrido e desigual.

Bad for a moment
O dono de um atelier de arquitetura participa com a sua equipa num team-building. O evento corre mal e o arquiteto é confrontado com a realidade do bairro social que estão a gentrificar.

Maio
Claudio Carbone DOC 12' Portugal
Cátia, uma das últimas habitantes do bairro 6 de Maio, na Amadora, resiste à demolição da sua casa. Pela sua voz, o documentário revela laços, lutas e a dignidade face ao fim de uma comunidade.

Peel
Samuel Patthey & Silvain Monney ANIM 15' França
Num lar escondido, o tempo parece parar. Idosos desenhados ganham vida no papel. Rotinas repetem-se: remédios, refeições, jogos. Máquinas piscam, cruzes lembram a morte. Ao lado, repousa uma floresta.

Things Unheard Of
Ramazan Kilic FIC 16' Turquia
Uma menina tenta devolver o sorriso à avó após o desaparecimento da televisão, a sua única janela para o mundo.

Teledisco que cruza som e manifesto. A voz d’A garota não com Xullaji ecoa a crise da habitação, a exclusão e a luta por pertença. Um grito urbano por espaço, dignidade e resistência.
com o apoio de








